quarta-feira, 29 de abril de 2009

ele era o meu anjo.

Ele era tudo o que eu havia pedido. Seus olhos cor do mel mais doce que o mundo já provara. Cabelos cor de ouro. Um jeito meigo, conquistador, misterioso. Suas roupas, seu sorriso, suas covinhas, seus olhos, seus lábios que chamavam os meus a seu encontro. Tudo nele era apelativo a mim. Tudo o nele gritava nos meus ouvidos, venha ao meu encontro. Ah ele era um anjo. Ele era mais do que um anjo, ele era um deus. Um ser inimaginável. Ele tirava meu oxigênio. Ao mesmo tempo que tirava toda a vida existente em meu ser quando seu olhar caia no meu a vida florescia onde nunca tivera uma simples e frágil flor. Onde a dor predominava. Ah deus, ele era um anjo; que caíra do céu e em minha vida havia entrado. Ele era a certeza que o inverno, frio, solitário, havia partido. Que o verão quente, que queimava em meu peito estava em pleno auge. Sua respiração fora de ordem me deixava fora de órbita. Ele era tudo o que eu sempre sonhei. Deus, ele era o meu anjo. Oh, ele era a minha droga, a minha cafeína, o meu único vicio incontrolável. Ele era a minha única sede, ele era o meu prazer e a minha dor. Ele me quebrava por dentro, a cada dia ele me matava. Eu dava o tudo por ele, e ele queria o tudo mas não a mim. Oh Deus, eu perdi um anjo.